Não tem título, não tem sinopse, não tem enredo, não tem roteiro. Não tem elenco, não tem nada. Só um diretor, que não tem poder sobre nada. E esse diretor, acumula funções. É a personagem principal, figurinista, continuista, produtor, técnico de som, operador de câmera, técnico de efeitos sonoros.
O diretor cuida de tudo, mas não pode mudar nada dentro desse louco teatro, feito de improviso.
A última respiração a um milésimo de segundo atrás, não pode ser mudada.
Lembrar a cada dia que cada lágrima que você derramou por casos banais, pessoas dispensáveis e lutar tolas. Grande ou pequena, não importa o tamanho da mágoa, da dor, do sofrimento, da alegria, da emoção, da felicidade. Ficou lá atrás, distante das tuas mãos inúteis e inertes. É incansável, imutável.
É isso que o tal do passado?
Vazio, nada está no mesmo lugar. Por menos que seja o milésimo, a frase que você acabou de ler, é passado. Não existe nada nesse exato momento. É esse o tal do presente?
Não saber o que esperar dos próximos dois segundos. Não saber se quando sair de casa de manhã com seu celular em mãos, vai voltar com ele. Ou se vai voltar com vida. Não conhecer o próximo passo desse teu roteiro louco e misterioso. Esse é o tão falado futuro?
A junção desses três itens. Um bando de lixo. Não pode ser mudado. Nada pode ser mudado.
E tudo isso junto, é o que nós desperdiçamos a cada dia. Milhares de pessoas se desprendem dela, motivos banais ou grandiosos não justifica. Quem sabe se teremos outra?
Isso tudo, é a tal da vida que eu sempre ouvi falar. O mistério sobre ela, é apenas ela.
Como surgiu?
Porque surgiu?
O que acontece depois?
....
Ninguém sabe.
Por isso não aconselho ninguém a pensar nisso, a aproveite. A VIVA. Já que quem quase morreu ainda vive, e quem quase vive já morreu.
terça-feira, 27 de julho de 2010
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Um comentário:
lindo demais amiga *-*
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