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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

E a cada sorriso torto que você me dava, minha mente se enchia das nossas lembranças. Lá, naquele dia tão distante, você me abraçava e não deixava o frio me afetar. Na última noite, seu olhar tinha o mesmo brilho de onze meses atrás. E a minha vontade era de realmente me ajoelhar aos seus pés e te pedir para voltar. 
A cada provocação minha, você me olhava e respondia rindo.  Só o seu sorriso me alegrou por inteira naquela noite.
Cada vez que pisco esses meus olhos, posso nos ver exatamente aqui onde estou sentada. Você me abraçou, e me puxou para perto de você. Seu abraço... nunca encontrei nenhum substituto a altura. Sim, pensei ter encontrado. Mas não, me iludi em relação a isso. 
Você prometeu que ia ficar tudo certo. E espero que você cumpra, de verdade. 

domingo, 24 de outubro de 2010

 
De um mês para cá, mudei muito. Minhas atitudes não são mais as mesmas.  Ando fazendo coisas que nunca pensei que faria. Não, nada grave. Só... coisas que antes não tinham nada a ver comigo. Agora tem.
Há um mês atrás, eu era totalmente diferente. Existiam mais pessoas a minha volta, menos pessoas que me traíram de certa forma. Agora não. Tudo mudou da noite para o dia, e a dor que me causou foi somente... insuportável. Noites e noites eu me vi jogada no chão do meu quarto, com um pranto mudo e cheio de dor. A dor que tudo aquilo me causou me ajudou a crescer dolorosamente outra vez. Não é a primeira vez que passo por isso, mas nunca tinha acontecido com essa intensidade. 
Acabei saindo cheia de ferimentos, que de certa forma estão cicatrizados de forma superficial.  Acabei chegando a conclusão de que confie demais em pessoas erradas, as dei crédito demais por estarem ao meu lado por um curto período de tempo. Vamos pensar assim: antes de ontem, eu os conheci, ontem eles me amaram, hoje eu não sou nada para eles. É um ciclo doentio. 
Algumas coisas aconteceram nessas últimas 48 horas que me deixaram passada. Mas tudo bem. A vida continua não é?
Existe um outro sorriso no meu rosto. Não, não é um sorriso vingativo. É só um sorriso que significa um crescimento repentino baseado em dor. Agora, me sinto mais madura. E um pouco mais errada. Mas tudo bem, erros o tempo sana. Pessoas erradas também. 
Minhas atitudes mostram a mudança: nunca deixei tão na cara o que sentia, como andei deixando. Sim, ainda tenho minhas emoções secretas, mas não são muitas. 
De qualquer forma, deu fim de jogo para tudo. Passado é passado, não dá para ser mudado. 
'' Se fiz tá feito, nem discuto ''.
Enfim, vou curtir minha vida da maneira que eu bem entender e aí de quem vier falar um ai para mim. Melhor, aí de quem não tem moral alguma para falar.
Acabei indo além do meu limite, novamente. Só que dessa vez, muito além. Para mim, já deu.
ps: NÃO perguntem o porque da mudança ou de qualquer outra coisa, vocês vão ser obrigados a ouvir uma história chata, longa, e cheia de datas sobre uma menina de 15 anos. 

terça-feira, 27 de julho de 2010

Não tem título, não tem sinopse, não tem enredo, não tem roteiro. Não tem elenco, não tem nada. Só um diretor, que não tem poder sobre nada. E esse diretor, acumula funções. É a personagem principal, figurinista, continuista, produtor, técnico de som, operador de câmera, técnico de efeitos sonoros. 
O diretor cuida de tudo, mas não pode mudar nada dentro desse louco teatro, feito de improviso. 
A última respiração a um milésimo de segundo atrás, não pode ser mudada.
Lembrar a cada dia que cada lágrima que você derramou por casos banais, pessoas dispensáveis e lutar tolas. Grande ou pequena, não importa o tamanho da mágoa, da dor, do sofrimento, da alegria, da emoção, da felicidade. Ficou lá atrás, distante das tuas mãos inúteis e inertes. É incansável, imutável.
É isso que o tal do passado?
Vazio, nada está no mesmo lugar. Por menos que seja o milésimo, a frase que você acabou de ler, é passado. Não existe nada nesse exato momento. É esse o tal do presente?
Não saber o que esperar dos próximos dois segundos. Não saber se quando sair de casa de manhã com seu celular em mãos, vai voltar com ele. Ou se vai voltar com vida. Não conhecer o próximo passo desse teu roteiro   louco e misterioso. Esse é o tão falado futuro?


A junção desses três itens. Um bando de lixo. Não pode ser mudado. Nada pode ser mudado. 
E tudo isso junto, é o que nós desperdiçamos a cada dia. Milhares de pessoas se desprendem dela, motivos banais ou grandiosos não justifica. Quem sabe se teremos outra?
Isso tudo, é a tal da vida que eu sempre ouvi falar. O mistério sobre ela, é apenas ela. 
Como surgiu?
Porque surgiu?
O que acontece depois?
....
Ninguém sabe.
Por isso não aconselho ninguém a pensar nisso, a aproveite. A VIVA. Já que quem quase morreu ainda vive, e quem quase vive já morreu. 

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