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terça-feira, 22 de março de 2011

Não sei o que você pensou de mim, nem o quanto você sofreu depois de eu ter feito o que fiz. Também não me interessa. 
Eu só quero te dizer que eu sinto muito. Sinto por não ter te dado devido valor, sinto por ter terminado tudo via internet. Sei que errei. Mas como eu iria agir com alguém como você? Você é bom. Bom demais. E uma garota como eu, não merece esse tipo de garoto, nem o tipo de cuidado que vocês dispõem. Não sou delicada, meiga, doce. Sou uma garota que já pulou e já caiu de muitos precipícios, uma garota teimosa, arrogante, e até um pouco mimada. Sou o tipo de menina que precisa ir atrás, suar, conquistar, sofrer para ter algo nas mãos. Você era esse tal algo. Foi durante uma época, menos de um mês. Perdi a conta de quantas vezes, deixei meu pequeno travesseiro encharcado por causa de você. Mas você veio para mim de uma maneira muito fácil, muito simples, muito singela. O encanto durou pouco, infelizmente. Achei que você não me dava valor. Mas eu estava errada. Sempre estou.
A verdade é que você me deu valor sim. Valor demais. Não sabia como lidar com pessoas que fariam tudo por mim, e não sei se sei agora. Talvez nunca saiba.
Sei que te magoei muito, terminando tudo como fiz. Em uma frase, eu ainda te amava, ou te fazia pensar assim, e na frase seguinte te dizia que estava tudo acabado. Entendo que você não achou nenhuma solução lógica para eu ter feito o que fiz. Mas…. eu não iria suportar te beijar sabendo que não te amo, não iria suportar teu toque em cima de mim sabendo que não te quero, não iria suportar olhar dentro dos seus olhos enquanto eu dizia as palavras tão duras, frias, e cruéis de um término. 
Sim, talvez nós pudéssemos ter dado certo. Não, nós não tínhamos tudo o que precisávamos para isso acontecer. Talvez tivemos por apenas uma semana, ou menos. Sei que errei, me precipitei. Mas você errou também. Foi rápido demais para mim. No primeiro encontro de todos, disse que me amava. No segundo, me pediu em namoro. No terceiro, eu não aguentava mais ficar perto de você.  Nunca deixei que você percebesse isso. Agradeço aos meus talentos agora. Sei quanto dói olhar nos olhos de alguém que você ama, e não ver o mesmo amor nos olhos da pessoa. Sei o quanto isso machuca, corrói. 
Não vou dizer que me arrependo, pois não é verdade. Eu só acabei percebendo que eu errei em ter feito do jeito que fiz. O fim era evidente, e isso não é nenhum segredo. Nem para mim, nem para você. Eu só espero que você entenda isso. 
Um dia, você vai encontrar alguém que te dê o valor que você merece. Você é muito, muito, doce. Eu admiro e admito isso. Mas eu não sirvo para caras assim. Me desculpe.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

E a cada sorriso torto que você me dava, minha mente se enchia das nossas lembranças. Lá, naquele dia tão distante, você me abraçava e não deixava o frio me afetar. Na última noite, seu olhar tinha o mesmo brilho de onze meses atrás. E a minha vontade era de realmente me ajoelhar aos seus pés e te pedir para voltar. 
A cada provocação minha, você me olhava e respondia rindo.  Só o seu sorriso me alegrou por inteira naquela noite.
Cada vez que pisco esses meus olhos, posso nos ver exatamente aqui onde estou sentada. Você me abraçou, e me puxou para perto de você. Seu abraço... nunca encontrei nenhum substituto a altura. Sim, pensei ter encontrado. Mas não, me iludi em relação a isso. 
Você prometeu que ia ficar tudo certo. E espero que você cumpra, de verdade. 

domingo, 24 de outubro de 2010

 
De um mês para cá, mudei muito. Minhas atitudes não são mais as mesmas.  Ando fazendo coisas que nunca pensei que faria. Não, nada grave. Só... coisas que antes não tinham nada a ver comigo. Agora tem.
Há um mês atrás, eu era totalmente diferente. Existiam mais pessoas a minha volta, menos pessoas que me traíram de certa forma. Agora não. Tudo mudou da noite para o dia, e a dor que me causou foi somente... insuportável. Noites e noites eu me vi jogada no chão do meu quarto, com um pranto mudo e cheio de dor. A dor que tudo aquilo me causou me ajudou a crescer dolorosamente outra vez. Não é a primeira vez que passo por isso, mas nunca tinha acontecido com essa intensidade. 
Acabei saindo cheia de ferimentos, que de certa forma estão cicatrizados de forma superficial.  Acabei chegando a conclusão de que confie demais em pessoas erradas, as dei crédito demais por estarem ao meu lado por um curto período de tempo. Vamos pensar assim: antes de ontem, eu os conheci, ontem eles me amaram, hoje eu não sou nada para eles. É um ciclo doentio. 
Algumas coisas aconteceram nessas últimas 48 horas que me deixaram passada. Mas tudo bem. A vida continua não é?
Existe um outro sorriso no meu rosto. Não, não é um sorriso vingativo. É só um sorriso que significa um crescimento repentino baseado em dor. Agora, me sinto mais madura. E um pouco mais errada. Mas tudo bem, erros o tempo sana. Pessoas erradas também. 
Minhas atitudes mostram a mudança: nunca deixei tão na cara o que sentia, como andei deixando. Sim, ainda tenho minhas emoções secretas, mas não são muitas. 
De qualquer forma, deu fim de jogo para tudo. Passado é passado, não dá para ser mudado. 
'' Se fiz tá feito, nem discuto ''.
Enfim, vou curtir minha vida da maneira que eu bem entender e aí de quem vier falar um ai para mim. Melhor, aí de quem não tem moral alguma para falar.
Acabei indo além do meu limite, novamente. Só que dessa vez, muito além. Para mim, já deu.
ps: NÃO perguntem o porque da mudança ou de qualquer outra coisa, vocês vão ser obrigados a ouvir uma história chata, longa, e cheia de datas sobre uma menina de 15 anos. 

sábado, 16 de outubro de 2010

Sei que você consegue, você só precisa...  isso é realmente o que você quer? Aquele passeio, foi bom? Você se divertiu como se divertia comigo? Ver você a abraçando, a beijando. Ver você andando  ao encontro dela...  Não, você não andava. Você corria. Como se para salvar sua vida.    
Antes, você queira golpeá-la junto comigo, mas e agora?               
Eu sei o que você faz. Você anda se entregando aquilo. Antes era  só um passatempo, mas agora é seu lugar de fuga.      
Onde foi que tudo deu errado?                                              
Você quis romper, quis me provocar. Era realmente o que você queria.  Você prefere ser queimado, ou queimar alguém?                   
Você quis correr, você quis socar. Você andou me perseguindo como um coelho. Será que você anda o mesmo? Você chegou no lugar que tanto queria? Na primeira posição?    
Você quis esquecer tudo, agora eu vejo quanto você é ridículo. Será que você realmente caiu sobre tudo? Mais cedo ou mais tarde, a sujeira vai aparecer. E você terá que esfregá-la até descobrir uma coisa: ela não sai, e eu não volto.  Você será dela, e ela é tão nojenta. Você vai se arruinar, você vai alimentá-la.  E quando vocês estiverem deitados sobre o sol, é a minha risada que você vai ouvir. Quando você estiver triste, não vão ser meus braços que vão te abraçar. Vão ser os dela. Você fez uma escolha, e não poderá se arrepender.  
Tenha certeza de uma coisa: não importa onde você estiver, eu não vou estar com você. Nunca mais. 

terça-feira, 27 de julho de 2010

Não tem título, não tem sinopse, não tem enredo, não tem roteiro. Não tem elenco, não tem nada. Só um diretor, que não tem poder sobre nada. E esse diretor, acumula funções. É a personagem principal, figurinista, continuista, produtor, técnico de som, operador de câmera, técnico de efeitos sonoros. 
O diretor cuida de tudo, mas não pode mudar nada dentro desse louco teatro, feito de improviso. 
A última respiração a um milésimo de segundo atrás, não pode ser mudada.
Lembrar a cada dia que cada lágrima que você derramou por casos banais, pessoas dispensáveis e lutar tolas. Grande ou pequena, não importa o tamanho da mágoa, da dor, do sofrimento, da alegria, da emoção, da felicidade. Ficou lá atrás, distante das tuas mãos inúteis e inertes. É incansável, imutável.
É isso que o tal do passado?
Vazio, nada está no mesmo lugar. Por menos que seja o milésimo, a frase que você acabou de ler, é passado. Não existe nada nesse exato momento. É esse o tal do presente?
Não saber o que esperar dos próximos dois segundos. Não saber se quando sair de casa de manhã com seu celular em mãos, vai voltar com ele. Ou se vai voltar com vida. Não conhecer o próximo passo desse teu roteiro   louco e misterioso. Esse é o tão falado futuro?


A junção desses três itens. Um bando de lixo. Não pode ser mudado. Nada pode ser mudado. 
E tudo isso junto, é o que nós desperdiçamos a cada dia. Milhares de pessoas se desprendem dela, motivos banais ou grandiosos não justifica. Quem sabe se teremos outra?
Isso tudo, é a tal da vida que eu sempre ouvi falar. O mistério sobre ela, é apenas ela. 
Como surgiu?
Porque surgiu?
O que acontece depois?
....
Ninguém sabe.
Por isso não aconselho ninguém a pensar nisso, a aproveite. A VIVA. Já que quem quase morreu ainda vive, e quem quase vive já morreu. 

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